terça-feira, 21 de julho de 2009

POLÍTICA À BRASILEIRA


Por Paulo Rabelo

Constantemente ouvimos colegas de trabalho dizendo que têm horror a política, nojo mesmo. Essa realidade reproduz o sentimento nacional que, infelizmente, confunde política com politicagem.

Somos seres políticos por definição, o termo tem origem na pólis grega (comunidade organizada) composta por cidadãos (politikos). O sentido da cidadania grega – não diferente da atual – é voltado para uma participação que tem a capacidade de construir os próprios destinos.

É fato que o noticiário encontra-se recheado de escândalos, corrupção e situações fáticas que conduzem a sentimentos como horror, nojo, indignação e tantos outros, contudo, são fatos motivadores da necessidade de uma participação cada vez mais intensa processo democrático. O distanciamento por meio de uma atitude passiva ou omissiva beneficia àqueles que os protagonizam e que, em última instância, materializam miséria e injustiça social no cotidiano nacional.

A politicagem é o retrato dos mensalões, sanguessugas, sathiagrahas e tantas outras operações que realmente devem nos conduzir a sentimentos como a indignação, todavia, necessário canalizar tal energia para uma ação produtiva e participativa, no sentido de transformar o que nos incomoda, o nome disso? Política.

Em nosso movimento sindical a realidade não diverge, um modelo intencional – estado liberal – implementado estimula e promove a preocupação apenas com que gravita na órbita de nossos umbigos. Quando cada um cuida apenas do “seu quadrado” é impossível a transformação do “status quo” e as situações que tanto nos incomodam continuarão a se reproduzir.

O sindicalismo público, e em especial o do MPU, tem papel vital nesse contexto, não apenas pela garantia dos direitos da categoria, o que sem dúvida vem sendo bem conduzido pela atual diretoria do SINASEMPU, mas fundamentalmente por essa possibilidade transformadora, que no contexto de uma eleição merece atenção, sob pena de ficarmos ofuscados com cifrões ilusórios que jamais irão se materializar e não voltar a atenção para propostas e modelos que se apresentam numa perspectiva diametralmente oposta.

Portanto, o convite a todos: eleitores e não eleitores é para buscar a informação concreta, real e verdadeira, vez que a proposta de reflexão é muita mais ampla, informações essas disponíveis em múltiplas fontes: internet, jornais, ações judiciais (ou não),artigos, depoimentos, ... e após isso, num exercício de fruição de uma cidadania plena, fazer a opção consciente pelo modelo que mais atende aos anseios de justiça e equidade.

De nossa parte, sei medo de errar, tenho plena certeza que todo o processo reflexivo foi feito, inclusive fundamentando a elaboração de nossas propostas, por isto dia 27 de julho, vamos votar conscientes e fortalecer a verdadeira CONSTRUÇÃO COLETIVA!

Nenhum comentário:

Postar um comentário