terça-feira, 14 de julho de 2009

Eleições e PCS


por Anderson Machado

Nas ultimas semanas, pelos corredores das Unidades por onde temos andado, dois temas são recorrentes: PCS e Eleições do Sinasempu; é bem verdade que o primeiro muito mais que o segundo!
Mas penso ser importante refletirmos o quanto os dois temas estão umbilicalmente ligados. Afinal, as direções eleitas no próximo dia 27/07 (nacional e seccionais) serão as responsáveis pela condução do processo de negociação junto à Administração do MPU e ao Congresso Nacional. Só este fato, que não é o único, já ressalta a importância das eleições sindicais, mesmo para aqueles que neste momento têm suas atenções completamente voltadas para o PCS.
Tal importância passa a ser ainda mais significativa quando analisamos o perfil das chapas concorrentes e as estratégias que se delineiam a partir de tais perfis. Enquanto a Chapa 1 – Construção Coletiva - ratifica e aposta no processo coletivo realizado pelo Sinasempu, a partir das propostas apresentadas pelos colegas do país inteiro e aprovadas em assembléias por todos os rincões brasileiros, num autêntico movimento de ampla participação e inquestionável legitimidade; a chapa de oposição, inexplicavelmente, aposta suas fichas em proposta externa ao sindicato, não discutida com a base da categoria e com a ativa participação de entidades “alienígenas”, ligadas ao Judiciário.
Evidentemente que são estratégias, inclusive eleitorais, e como tais devem ser respeitadas, porém, não consigo me conformar com a atitude de colegas que se dispõem a dirigir uma entidade sindical e, ao mesmo tempo, desprezam, desrespeitam o trabalho realizado por ela, pela base da categoria.
Observemos que a proposta defendida pelo Sinasempu não é uma proposta politiqueira que um grupo de filiados, elaborada às presas em razão do processo eleitoral, é uma proposta que vem sendo discutida pela categoria a partir de sua entidade sindical já a bastante tempo, e, por isso, deve ser respeitada por qualquer direção que venha a assumir o sindicato. Ou será que o pensamento dos colegas da oposição é fazer como certos políticos que, quando conseguem assumir certos cargos eletivos, especialmente os executivos, abandonam as obras já iniciadas, inclusive as de grande interesse público, somente pelo fato de terem sido propostas por seus antecessores?
Fica difícil entender... De qualquer forma, tenho a firme convicção que o trabalho realizado pelo Sinasempu, por nossa categoria, o qual será entregue em mãos ao novo PGR tão logo ele assuma o cargo, não será desprezado, pois no dia 27 de julho vamos todos comparecer maciçamente às urnas e votar na chapa que valoriza nossa categoria, que respeita e aposta na nossa entidade e que vai lutar por um autêntico PCS dos Servidores do MPU: Chapa 1 - Construção Coletiva!
Até a vitória colegas!
Vamos juntos porque o Sinasempu é e precisa continuar sendo uma verdadeira Construção Coletiva!

3 comentários:

  1. A 'proposta discutida com a categoria', que esse outro iluminado refere-se teve origem num questionário pré-cozido aplicado aos 'delegados' eleitos... pela própria cúpula iluminada! É de pasmar como certas posturas permanecem intactas durante séculos.

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  2. Felizmente, ao contrário do que muitos querem fazer acreditar, não houve questionários "pré-cozidos", nem há cúpula iluminada no caso. A construção da proposta teve participação, pasmem, direta da categoria. É essa postura, de ouvir as bases, construída pela atual Diretoria Nacional, é que deve permanecer.

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  3. O resultado dos questionários pré-cozidos, como colocaram acima, foi a tabela medíocre, baseada em 'estudos' que empurram, ainda mais, os servidores do MPU para as fileiras do Executivo. Estudaram, estudaram e não conseguiram passar de ano. Hoje, temos de aguentar mais gozações dos colegas do Judiciário, por sermos representados por um grupo que nos trata indignamente. Qualquer um menos vocês!

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