segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIÁLOGO NA PRÁTICA


Por Márcia Broxado

Dialogar é palavra muito importante, mais que isto é atitude importantíssima!Por vezes é usada de modo equivocado. Para que o diálogo realmente aconteça é necessário que ambas as partes tenham interesse, envolvam-se, se não for assim, será desperdício de energia, perda de tempo, submissão ou, no máximo, monólogo.Sempre defendemos o diálogo, nossa história no movimento sindical é prova disto.Ainda trataremos bastante sobre a necessidade de fortalecer o diálogo em diversos âmbitos, mas, agora, tratemos do diálogo com a Administração do MPU. Já vivemos momentos de maior, menor e até nenhum diálogo entre Administração do MPU e servidores. De nossa parte sempre mantivemos uma postura séria, respeitosa e correta. Tomamos a iniciativa de estabelecer laços institucionais, administração – sindicato, porém nunca abrimos mão de uma defesa intransigente da categoria, não poderíamos “negociar” direitos que não nos pertencem pessoalmente. Foi esta fidelidade à categoria, aliada à boa dose de indisposição da outra parte, que causou um desgaste da relação do SINASEMPU com alguns integrantes da antiga Administração do MPU. Tanto não era pacífica no âmbito da Administração passada a recusa de estabelecer o diálogo com a categoria que, mesmo durante a “campanha” dos postulantes ao cargo de PGR, todos manifestaram desejo de estabelecer um diálogo institucional com a categoria. Outro sinal efetivo dessa mudança de atitude por parte da Administração ou, pra ser mais justa, do pensamento e prática do novo PGR, é o modo receptivo com que tem tratado os representantes do sindicato desde sua nomeação. Estivemos nesta semana no gabinete do Novo Procurador Geral da República, Dr. Roberto Gurgel, para uma rápida visita de congratulação, e foi com alegria que ele recebeu nossos cumprimentos, manifestando mais uma vez seu anseio pela construção de um diálogo fraterno e respeitoso, sem submissão de parte a parte e com fundamento nos interesses institucionais do MPU e de seus servidores. Uma relação que, com certeza, não se fundamentará na bajulação, na troca de favores pessoais, nem de pequenos grupos, mas sim no respeito e na busca de entendimentos, sem que a Administração abdique de defender seus legítimos interesses, nem os servidores sejam obrigados a abrir mão se de seus direitos ou da busca por melhores condições de vida e trabalho.Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, estaremos na posse do novo PGR, reafirmaremos a ele nossa confiança na construção de um frutífero diálogo, servidores-Administração, que refletirá, por exemplo, na aprovação do projeto de lei que trata da criação de novos cargos para o MPU, que amenizará o sofrimento de inúmeros colegas que têm trabalhado além de suas possibilidades em razão do excesso de trabalho; e, sem dúvida, na revisão, urgente, de nosso plano de carreira, com a efetiva valorização dos servidores efetivos.

É nisso que acreditamos, é por isto que lutamos!Caminhemos juntos, sempre numa CONSTRUÇÃO COLETIVA!

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