

Eleitores da Chapa1 ou da Chapa2 e também os não eleitores,
É preciso baixar as armas.
Observar que estamos vivendo um momento extremamente importante pra nossa categoria.
Estava agora mesmo comparando as duas propostas e, pra ser bem sincero, as diferenças numéricas são bem pequenas, eu não ousaria chamar nenhuma das duas de "pobre", muito pelo contrário, ambas são ousadas e (de verdade?) se fosse somente uma questão de apresentar e já estar aprovado, nas tabelas, misturaria ambas, nossa! O resultado seria estrondoso! (Veja a comparação - TABELAS EXPOSTAS ACIMA)
Mas não é assim, qualquer proposta ainda passará por uma análise no âmbito da Administração e depois no Congresso Nacional.
Precisamos de estratégia, de tática!
Tenho dito aos colegas que, apesar de ter, pessoalmente, apreço pelos colegas da Chapa2, não os conheço do dia a dia, nem tenho conhecimento suficiente da experiência de qualquer deles na atuação sindical, salvo o Marcos que como Diretor Seccional da Bahia sempre foi bastante esforçado. Tenho certeza que os colegas da Chapa2, como nós da Chapa1, tem o desejo de conseguir o melhor para os servidores do MPU. Para mim isto é PACÍFICO!
O motivo de termos duas chapas, e basicamente o que vamos decidir no dia 27, é qual a tática entendemos mais apropriada. Nós da Chapa 1 temos uma, os colegas da outra chapa tem outra.
Eles entenderam, por exemplo, nesta questão do PCS que a melhor tática seria fazer uma "adequação" da proposta do Judiciário e defendê-la para os servidores do MPU. Sem problema, é valido, é uma tentativa.
Nós da Chapa 1 apoiamos e defendemos o produto do trabalho de nossa categoria, realizado através de seu sindicato – o SINASEMPU, e apresentado, de mais ou menos um ano e meio de muito trabalho. É uma proposta na qual um dos objetivos é nos desvincular do Judiciário.
Não vou nem entrar muito no mérito da origem de cada proposta (nós temos plena consciência que a minuta que defendemos é resultado de um esforço muito grande de realizar um processo o mais democrático possível - não perfeito, mas, sem dúvida, o mais democrático já realizado em nossa categoria...)
Vamos, brevemente, ao mérito:
Atual
Técnicos A1 (começo de carreira) Vencimento: R$ 2.662,06 (sem GAMPU) e R$ 3.993,09 (com a GAMPU)
Proposta da Chapa2:
Proposta do SINASEMPU (apoiada pela Chapa1)
Técnicos A1 (começo de carreira) Vencimento: R$ R$ 3.523,53 (sem GAMPU) e R$ 7.399,41 (com a GAMPU e GAT)
Atual
Técnicos A15 (final de carreira) Vencimento: R$ 4.240,47 (sem GAMPU) e R$ 6.360,71 (com a GAMPU)
Proposta da Chapa2:
Técnicos A15 (final de carreira) Vencimento: R$ 7.017,80 (sem GAMPU) e R$ 12.982,93 (com a GAMPU calculada sobre o maior nível)
Proposta do SINASEMPU (apoiada pela Chapa1)
Técnicos A15 (final de carreira) Vencimento: R$ R$ 6.208,7(sem GAMPU) e R$ 13.038,27 (com a GAMPU e GAT)
Esta é só uma amostra. Se analisarmos todos os níveis, em todas as tabelas, veremos que há diferenças, mas não que uma seja sempre melhor que a outra (em se tratando de valores).
A diferença está na construção dos valores, proposta por nós defendida, especialmente nos níveis A e B, adota o pensamento que é mais importante fortalecer o “vencimento” (único item protegido pelo princípio da irredutibilidade de vencimento) e segue o caminho mais usual de calcular as gratificações sobre o vencimento de cada nível, porque em outros Planos já se tentou fixar no maior para todo e é recusado sob o argumento que passaria e ser valor fixo e perderia o caráter de gratificação. (no PCS passado isto aconteceu).
Outra tática importante que é resultado de uma opção da categoria:
Buscamos desvincular nossos cálculos da Proposta do Judiciário, afinal, já sabemos o resultado da vinculação (a formiga (MPU) só consegue caminhar por onde o elefante (Judiciário) também pode, limitando sobremaneira nossa ação).
Em conversa recente com o novo PGR foi-nos dito que é necessário termos um parâmetro, não se pode apresentar um Plano de Carreira tirado da manga e que, usualmente, se tem usado como parâmetro o Judiciário. E, ao dizermos que tínhamos um parâmetro - carreiras que possuem um perfil muito mais parecido com a nossa (em tamanho e atuação funcional) como a CGU (parâmetro da proposta de vencimento) e TCU (parâmetro de outras propostas da minuta) – foi-nos dito: “Apresentem os estudos!”
Observemos ainda a questão do Adicional de Qualidade, para o qual o SINASEMPU propõe uma melhora significativa. Isto oferece mais reconhecimento para todos os níveis e uma especial recompensa ao técnico que, em regra, possuem nível superior.
Foi assim que foi feito, temos os estudos de impacto, isto nos dá uma vantagem imensa, especialmente no Congresso Nacional.
Colegas, todos nós, vamos com calma, vamos debater sem conclusões precipitadas, estamos tratando de nosso futuro, muito além do dia 27 de julho.
Forte abraço!

Caro amigo,
ResponderExcluirFiquei com uma dúvida. A GAT é para todos os servidores? Pq se não for, é inadequado colocá-la na comparação, não?
Antes que vc diga algo, não... não li a proposta.
abraços
Devemos juntar forças para tornar o sindicato mais forte. O do judiciário é forte. Por que o SINASEMPU não pode chegar lá?
ResponderExcluirCaro Grasser,
ResponderExcluirA Proposta da GAT é sim para todos os servidores que não recebem a GAS, que também é de 35%, portanto é sim de alcance geral. Está na comparação porque compõe a remuneração. Se reparares não coloquei o AQ, por exemplo, que atinge a imensa maioria dos técnicos, por não ser geral, não não podemos desconsiderá-lo como um fator importante, afinal, pela proposta do SINASEMPU, estamos dobrando seu valor.
Forte abraço. Anderson
Caro Alex,
ResponderExcluirVocê tem toda razão. Estamos trabalhando para fortalecer o nosso sindicato, mas para tanto precisamos nos reconhecer como categoria autônoma. Precisamos caminhar com nossos próprios passos. Um bom começo seria que nossas entidades associativas também cortassem o cordão umbilical com o Judiciário.
Já estivemos mais longe.
A luta continua.
Forte abraço.
Anderson